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   Surgiu no último decênio do século XIX, um movimento político de revalorização do subjetivismo e da vida espiritual, desprezando a descrição objetiva e detalhada do PARNASIANISMO, preferindo explorar o poder e a sugestão das palavras.  Esse novo estilo recebe o nome de SIMBOLISMO.  

   O Simbolismo no Brasil começa em 1893, com a publicação de dois livros de Cruz e Souza: Missal (poemas em prosa) e Broquéis (versos).  Além de Cruz e Souza e Alphonsus de Guimaraens, os poetas mais importantes do Simbolismo, devem ser lembrados Pedro Killkerry, Dario Veloso e Emiliano Perneta. 

   João da Cruz e Souza nasceu em 1861, em Santa Catarina e morreu em 1898 em Minas Gerais.  Filho de ex-escravos, teve uma vida de padecimentos. É considerado o melhor poeta do simbolismo e um dos mais importantes da nossa literatura.
   Seu nome verdadeiro é Afonso Henrique da Costa Guimarães, nascido em 1870 em Minas Gerais e aí falecido em 1921.  Levou uma vida solitária e sua poesia é marcadamente espiritualista, carregada pela atmosfera de rituais católicos, sonhos e devaneios.  O seu lirismo melancólico obsessivamente preocupado com o tema da morte, embora expresso numa musicalidade envolvente, opõe-se a vibrante explosão de Cruz e Souza.  Suas obras mais importantes são Setenário das dores de Nossa Senhora, Câmara Ardente, Dona Mística, Kiriale, Pastoral dos Crentes do Amor e da Morte.
   O "Pré-Modernismo" não é um movimento literário, mas apenas o nome dado aos primeiros vinte anos do século XX, durante os quais percebemos em alguns escritores (Monteiro Lobato, Euclides da Cunha, Lima Barreto e Graça Aranha) certas antecipações da análise crítica da realidade brasileira que seria mais tarde plenamente desenvolvida pelo modernismo.  Esses autores citados escreviam para despertar no leitor a consciência de sérios problemas que haviam na sociedade brasileira.  Diferente da maioria que via na literatura apenas uma forma de entretenimento.

   Euclides da cunha nasceu no Rio de Janeiro, em 1866 e aí morreu assassinado em 1909.  Cursou a Escola Militar e a Politécnica formou-se em engenharia.  Mais tarde, desligado do Exército, foi colaborador do jornal O Estado de São Paulo, que em 1897 o enviou a Canudos, no interior da Bahia, afim de informar sobre as operações que o exército estava realizando para sufocar a rebelião liderada por Antônio Maciel, o Conselheiro.  

   Baseado nas reportagens e pesquisas feitas para o jornal, Euclides Publica em 1902 o livro Os Sertões, causando um grande impacto não só pela corajosa crítica a campanha militar como também pela originalidade de seu estilo.

   Euclides da cunha escreveu ainda Contrastes e Confrontos e À Margem da História.

   Monteiro Lobato nasceu em São Paulo, em 1882 e aí morreu em 1948.  Foi um homem de mil atividades, tendo sido promotor, fazendeiro e jornalista.  Exerceu também o cargo de adido comercial nos Estados Unidos e lutou ardentemente pela campanha de nacionalização do petróleo.  Por causa da pressão de empresas estrangeirais chegou a ficar preso.  Foi depois um arrojado editor contribuindo para o crescimento do nosso mercado editorial. 

   Os princípios éticos de Lobato enraizaram-se em autores clássicos da língua portuguesa, não faltando mesmo certos traços conservadores em sua linguagem.  Essa formação não impediu-o de assumir compromisso efetivo com o movimento de renovação do modernistas que ele via com desconfiança, temendo que fosse simplesmente imitação de idéias estrangeiras.  

   Deixou uma extensa obra composta de contos, crônicas, romances, artigos, ensaios e uma série de livros infantis que o tornaram muito popular.  De sua obra para adultos, merecem destaque os livros de contos Urupês, Cidades Mortas e Negrinha.

   Vendo na Academia Brasileira de Letras uma espécie de representação oficial da literatura tradicional e ultrapassada, os jovens escritores passaram a atacá-la, erguendo a bandeira da renovação e da modernidade contra ela. 

   Nosso modernismo costuma ser dividido em duas fazes:

  • 1922 - 1930 - Período chamado de destruição ou combate. A primeira geração de escritores modernistas, preocupada em difundir as novas idéias, não recua diante das polêmicas e critica de forma agressiva a literatura tradicionalista, principalmente, os autores parnasianos. 

  • 1930 - 1945 - Período chamado de construção. Aos poucos desaparece o clima de combate, com o surgimento de uma nova geração de escritores, as idéias modernistas consolidam-se. É o período em que surgem as principais obras do modernismo.

   José Oswald de Souza Andrade nasceu em São Paulo, em 1890 e aí morreu em 1954.  Irrequieto e polêmico, foi uma das figuras mais dinâmicas da primeira fase do modernismo.  Exerceu várias atividades ligadas a literatura, tendo sido jornalista, poeta, romancista e autor de peças teatrais.  Suas principais obras e verso são: Poesia Pau-Brasil (1925), Primeiro Caderno do Aluno de Poesia Oswald de Andrade (1927) entre outros.

   Carlos Drummond de Andrade nasceu em Minas Gerais em 1902 e morreu no Rio de Janeiro em 1987.  Além de poeta, o mais importante da segunda fase do modernismo, foi cronista, contista e tradutor.  Sua obra poética compõe-se de: A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951) entre outros.

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